Quando oprimidos ganham força, corpo e voz!

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Texto compartilhado com o Literartotura

Muito se tem falado em feminismo ultimamente: o PL5069, o ENEM, o caso da Valentina do MasterChef entre outros acontecimentos tem feito o país inteiro parar para refletir, comentar, opinar e sair pelas ruas para lutar pelos seus direitos. Diante de todo este borbulhar de reações, importa também pensar um pouquinho no que tudo isso significa no contexto cultural e social brasileiro.

O que mais revolta diante disso tudo, é o total desrespeito de um dos princípios básicos consagrados na nossa Constituição. O Estado é laico, mas parece que muitos se esqueceram ou não querem lembrar deste importantíssimo ponto. Choca vermos presente em plena Câmara dos Deputados uma bancada Evangélica, bancada esta que não mede esforços para impor as suas regras religiosas. Assim parece que caminhamos para um fundamentalismo religioso, com propostas de lei que violam direitos humanos e que geram um grande retrocesso social.

No entanto, diante destas barbaridades cometidas, algo maravilhoso está nascendo. A nação inteira se move, se mobiliza e vai para as ruas lutar. O feminismo ganha espaço, corpo e voz. As mulheres brasileiras não deixarão que seus direitos sejam violados e muito menos que suas vidas sejam guiadas por padrões religiosos.

Diante de toda essa movimentação, de tantos protestos, que pregam o amor e o respeito, machistas e fundamentalistas perdem espaço, ficam roucos e têm cada vez menos público. Os oprimidos não mais se encolhem, não mais se calam; unidos ganham força, erguem-se e aos milhares vão para as ruas manifestar seu desagrado. Com tudo isto, é gratificante ver o avanço cultural que a sociedade brasileira enfrenta. Aos poucos vamos destruindo os padrões de uma sociedade machista, patriarcal e tradicional. Levantamos a bandeira gay e proclamamos que ser gay não é doença; defendemos que casais do mesmo sexo podem sim formar uma família; pintamos corpos nus em defesa do aborto, afinal não vemos este como uma questão religiosa, mas como uma questão de saúde pública; condenamos aqueles que ferem e matam transexuais…

Enfim, vivemos um momento de união da nação, que unida se move para a defesa dos direitos humanos, para a destruição de padrões retrógrado, e quando oprimidos se erguem os opressores perdem o lugar!

Revisão de Jady de Araújo

SOBRE O AUTOR

Tem 19 anos, cursa Direito na Universidade do Minho (Portugal). Apaixonada por chocolate quente, literatura e história geral. Seu interesse por cultura faz crescer seu desejo de conhecer cada cantinho do mundo, mas enquanto não pode viajar fisicamente, lê, imagina e escreve