“A menina que doa livros” – Uma flor que brotou no asfalto

CAPA

Giovanna tem apenas 9 anos, e uma biblioteca de dar orgulho. Só que o mais lindo, é que ela guarda seus livros num lugar especial: na memória.

A paixão pela literatura, que herdou do pai, faz questão de compartilhar: quase todo domingo, ela leva seus livros lidos para doar no Minhocão, via expressa da região central de São Paulo.

Em sua maioria adultos, os que passam por Gigi geralmente vêm tímidos, e até desconfiados -  perguntam se é pegadinha. Diante do sorriso da anfitriã, muitos escolhem um livro e pedem fotos. O pai e fotógrafo Paulo Pampolin não perdeu tempo: fez uma página no Facebook para a filha – “A menina que doa livros” – onde divulga os dias durante os quais estarão expondo, além de imagens do local.

Ele conta que em apenas uma tarde, a página passou de trinta para mil curtidas – o que o motivou a também escolher alguns de seus livros para doar.

Nos dias de sol, a doação é quase completa – o movimento depende muito do clima. Em dias mais frios, o pessoal parece um pouco enferrujado. Gigi conta que quando Eros, o cachorro da família, está presente, a movimentação é maior: “O pessoal chega para brincar com ele e acaba pegando um livro”.

O que está combinado entre pai e filha é: Gigi ganha livros quando quiser. Outros presentes, só nas datas mais importantes. Após o deleite da leitura, o livro vai para doação.

Paulo e Gigi querem apenas uma coisa em troca: a manutenção da corrente de doações. “O ideal é que o livro circule, não só troque de estante”, explica o fotógrafo. O conselho da pequena para quem ainda encontra dificuldade em se livrar de seus livros (discos e outros) é direto: “Desapega”.

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/revista/859/a-menina-que-doa-livros.html

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SOBRE O AUTOR

Com a loucura rock'n roll percorrendo as veias, é louca dos gatos e mergulha com facilidade nos universos políticos-sociais. Confunde coração com escudo. Gosta do pé no chão e a cabeça nas nuvens - sagitariana convicta.