Arte Acadêmica na 33ª Edição do Salão de Artes de Rio Claro

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            No dia 26 de Junho de 2015, ocorreu a abertura da 33ª edição do Salão de Artes Plásticas de Rio Claro. Em uma cerimônia que contou com a presença ilustre dos principais representantes do poder público da cidade, comissão organizadora e júri, artistas e público, os presentes puderam conferir a produção de artistas locais e da região.

            Como artista e vice-presidente da organização do evento, fiquei muito feliz pela premiação contemplar duas categorias de produção: acadêmica e contemporânea. Essa visão proporciona ao público um diálogo direto entre o clássico e o moderno, tendo a disposição uma variedade enorme de obras e artistas que pensam e concebem arte de formas completamente diferentes.

            Eu irei analisar alguns aspectos da categoria acadêmica, e a Aline Pascholati nossa querida editora e colunista aqui do Fashionatto, e também é a presidente da organização do Salão irá escrever sobre a categoria contemporânea (leia aqui).

            É importante ressaltar que no mundo da arte e mais especificamente em um Salão que reúne vários artistas e obras, os critérios são variados. Nem toda arte produzida tem por objetivo a construção cultural de um povo e nem toda obra de arte busca exatamente o rompimento com a tradição. O termo “Acadêmico” em uma exposição, não apenas diz respeito somente à técnica empregada pelo artista, mas também a composição e ao tema. Nas palavras de Candido Portinari “O alvo da minha pintura é o sentimento. Para mim, a técnica é meramente um meio. Porém um meio indispensável.”.

                Embora nos dias atuais não haja o mesmo rigor que existia na Academia Imperial de Belas Artes do século 19 em relação aos temas, os artistas que optam por esse estilo geralmente apresentam trabalhos intensos, cheios de sensibilidade e expressão. A tradição clássica construiu ao longo da história da arte, os ideais de beleza, de mundo, retrataram histórias e sagas mitológicas e as aproximaram de nós, tornando Deuses, Santos e Heróis mais humanos. A pintura clássica é um tratado das relações humanas. Entre humanos, entre humanos e o divino. Entre humanos e a natureza. E toda obra de arte é compartilhada. Artistas criam obras para dividir com as pessoas, caso contrário não faria sentido algum.

XXXIII SAPLARC – Salão de Artes Plásticas de Rio Claro – de 18 de junho a 26 de julho de 2015 das 9hrs às 21hrs no Centro Cultural “Roberto Palmari” localizado na rua 2, 2880 – Vila Operária (Lago Azul), Rio Claro – SP
“a Arte não cabe… sempre vai além”

Confira algumas das obras da categoria Acadêmica, fotos por Germano Meyer.

“Martírio” Medalha de Ouro – Rubens Zilio – Piracicaba-SP

“Dúvida” Medalha de Ouro – Rubens Zilio – Piracicaba-SP

“O Renascimento da Fênix” Abmael Boni – Rio Claro-SP

“Filho de Guerra” Medalha de Bronze – Cassio Justino – Leme-SP

“Menino na Janela” – Medalha de Prata – Marcos Sabadin – Piracicaba-SP

“Ikebana – Olhar” Lúcia Ueno – São Paulo-SP

“Pescando Borboletas” Maroka – São Paulo-SP

SOBRE O AUTOR

Wagner Galesco é artista plástico e arte educador formado pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Pesquisador nas áreas de educação, estética e história da arte não européia, adora a integração entre o papel de artista e o de professor, trabalhando em todas as linguagens artísticas. Curta Wagner Galesco: