Minha tatuagem não interfere na minha competência

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Procurar um emprego sempre é difícil, mas para as pessoas que têm seus corpos tatuados, essa tarefa pode ser ainda mais complicada. Embora as tatuagens estejam se popularizando cada vez mais – uma pesquisa de 2012 mostrou que um em cada cinco adultos possui pelo menos uma – ainda existe um grande estigma sobre pessoas tatuadas no mercado de trabalho. Recentemente um estudo feito nos Estados Unidos mostrou que 42 % das pessoas entrevistadas consideram tatuagens inapropriadas para o ambiente de trabalho e 39% delas acham que empregados tatuados são uma má propaganda para os empregadores.

O ato de tatuar a pele, deixar uma marca com um significado profundo e se expressar, pode ser um impedimento para o sucesso da carreira de muita gente. Muitas pessoas tatuadas precisam esconder suas artes corporais em entrevistas de emprego e – dependendo do emprego que possuem – ao exercerem suas profissões. Muitos empregadores alegam que pessoas tatuadas passam uma imagem desleixada e agressiva e, por isso, em sua grande maioria, optam por não contratar pessoas com esse perfil.

Muitas companhias e empresas têm políticas sobre vestimentas que requerem dos seus funcionários que mantenham suas tattoos escondidas. Isso é reforçado pela sociedade que vê trabalhadores tatuados como pessoas não profissionais e muitas vezes conceituam-nos como incompetentes ou menos capazes e confiáveis para o serviço e até chegam a questionar o caráter dos tatuados, estereotipando-os como bandidos ou usuários abusivos de drogas.

É triste que ainda vivamos em uma sociedade cheia de preconceitos e estereótipos, onde a sua pele, seja ela colorida natural ou artificialmente, valha mais do que a sua competência e capacidade. Um mundo onde o diferente sempre é menos agradável e, por isso, inadmissível, devendo ser escondido e tratado como não existente, muito embora seja motivo de orgulho para aqueles que cultivam na pele marcas que escolheram carregar.

SOBRE O AUTOR

Graduanda em Psicologia. Todo dia se pergunta se esse o jeito certo de se viver a vida e sempre responde que não há jeito certo e que a vida só se vive. Apaixonada por moda desde que se entende por gente. Leitora compulsiva e amante do conhecimento. Na verdade, é um pouco louca, mas você sabe, as melhores pessoas são assim.