Descolorir ou não, eis a questão – Guia de sobrevivência de uma cacheada

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Na maior parte do tempo, cabelos cacheados se comportam como Divas voluntariosas, e como não queremos provar de sua ira, que vem em forma de frizz e cachos sem forma, tentamos fazer de tudo para deixá-lo feliz. Então, quando nos dizem que a estrutura dos fios cacheados é muito frágil e não lida bem com química, ficamos com medo de tentar e acabar com uma massa disforme no topo da cabeça, mas não é só porque dizem que temos abdicar da tintura e a descoloração que nós temos que passar a vida inteira com uma cor só na cabeça.
Sempre usei o cabelo escuro, e depois do big chopp deixei-o na cor natural, e totalmente sem química. Claro que neste período ele estava um doce, acordava quase todo dia bonitinho e só tinha frizz na parte da frente, mas a partir do momento em que eu resolvi fazer mechas, ele se irritou um pouquinho comigo.
O que rolou:

Frizz ✓
Cachos indefinidos ✓
Bad day after ✓
Partes loiras com cara de palha ✓
Ressecamento das pontas ✓

É, aconteceu tudo isso aí, mas também não foi esse desastre todo. Realmente, incomoda, mas esses itens que eu citei apareciam mais na hora em que eu acordava ou ficava muito tempo sob vento e sol. Acontece, há um preço a pagar por aquelas mechas douradas maravilhosas, o Ombré incrível ou o rosa dos sonhos. Pra mim, valeu à pena.
Ainda consigo deixar ele bonito e dedico um tempo extra à hidratações e plopping. Meu cabelo já não era perfeito antes da química, então o que restou foi lidar com as consequências da melhor forma possível, se ate´cabelo liso sofre, imagina o nosso. Agora, o que eu recomendo pra você que está aí sofrendo com o ressecamento? A listinha abaixo:

Invista numa máscara muito boa, de preferência repositora de massa: Antes da química eu usava máscaras para hidratação de supermercado, e elas funcionavam muito bem, ainda funcionam, mas como o cabelo está fragilizado é preciso um gasto extra.
O que eu usei: Morte Súbita, da Lola Cosmetics e Heaven in hair, da Devacurl. Os dois são produtos maravilhosos com preço razoável, nada como Morroccanoil, e valem muito à pena. Se procurar uma opção ainda mais barata, porém funcional, recomendo a da de Argan da Yenzah.
Óleo: Assim como eu, você também pode ter uma certa resistência quanto ao óleo, mas misturando com o leave in, ele ajuda um bocado. Uma dica é tentar não passá-lo puro no cabelo e se o fizer, não ir para o sol, aparentemente isso queima e danifica os fios.
O que eu usei: Óleo de Argan da Yenzah, linha OM.
Plopping: Sempre que possível, tire um tempinho pra ele, 20 minutos já é o suficiente.
O que eu usei: Uma canga, porque meu padrasto não me deixou pegar uma camisa pra ensopar com meu cabelo.
Teste leave ins: A ideia é descobrir qual consegue controlar melhor seu frizz e de preferência ter uma versão grande desse daí.
O que eu usei: Infelizmente o melhor leave in que eu já usei no meu cabelo, saiu de linha, era o de Jaboticaba e Castanha do Pará, do Boticário, mas atualmente tenho 4 cremes diferentes para todos o tipos de bad hair day. Em dias realmente desesperadores 1/3 do tubo vai no cabelo.
Tenha um Babyliss: Querendo ou não, tem dias em que ele simplesmente não funciona, nem dedoliss ajudou (a milenar arte de enrolar o cacho no dedo) e você tem que sair linda e Diva, o que você faz? Pede socorro pro Babyliss, mas só naquelas mechas que não se resolvem mesmo, ou você vai passar o dia enrolando o cabelo. Ps: Passe protetor térmico.
E pra completar ficam algumas fotos de cabelos descoloridos reais, nada de editorial, quem sabe não te dá aquela coragem que tava faltando?

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SOBRE O AUTOR

Luanna Jales. Ex estudante de Moda da UDESC, atualmente estuda História na UFSC. Aluna do contra, foi para a Moda estudar história, e agora que estuda História adora discutir Moda. Sonha em ser cerimonialista, figurinista e professora, tudo ao mesmo tempo. Quer conhecer o mundo e ensinar a uma pessoa de cada vez que Moda não se define pelo o que vai se usar na próxima estação. Por fim, ama Charles Schulz com a mesma força com que Schoreder ama Bethoven.