De lisa à crespa – Guia de sobrevivência de uma cacheada

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Glossário Capilar
Uma coisa é certa sobre quase 90% das mulheres de cabelos cacheados: Em algum ponto das nossas vidas nós quisemos alisar os cabelos. É a escolha mais óbvia, afinal é o que vemos em todos os lugares, é o tipo de cabelo “favorito pelos homens”*, “fácil” de cuidar, o “mais bonito”. Ou é o que passou por nossa cabeça naquele fatídico momento que nos levou a pedir no salão um relaxamento, uma definitiva ou aquela progressiva de chocolate com geleia real e saliva de virgens do Himalaia, a maioria de nós passou por alisamentos mirabolantes cheios de ativos especiais que prometem um cabelo digno de princesa da Disney sem agredir os fios, ou no mínimo, por dias e dias sofrendo sob o calor do secador.
Mas gente, vou contar um segredinho, não existe química que não danifique o cabelo, e se depois bater o arrependimento e você quiser seus preciosos cachinhos de volta… Olha, é uma longa jornada. E por ter passado por tudo isso, resolvi iniciar esta coluna semanal, onde falarei um pouco mais sobre o processo inteiro, desde a decisão de largar o alisamento e os desafios do crespo no dia à dia. A ideia é dar uma força para quem está criando coragem de assumir os cachos, segurar a mãozinha de quem está penando na transição e mostrar pra quem se frustra com os frizz, que não há nada mais normal.
Então eu gostaria de começar com um pequeno “glossário” dos cachos, pois quando procuramos vídeos no YouTube sobre cuidados com nosso tipo de cabelo, sempre ouvimos coisas como: Fitagem, day after, big chopp ou plopping. E pelo menos eu, ficava perdidinha nessas coisas, então deixa eu explicar rapidinho.

Transição: Espaço de tempo onde, geralmente, deixa-se o cabelo crescer ou perder a química de alisante, levando até o Big chop, onde deixas-se o cabelo na textura natural.
Texturização: Processo que consiste em utilizar trançar, chapinha, babyliss, bobs, grampos, bigudins, etc. Para que o cabelo fique com a textura desejada, mais cacheado, ondulado ou mesmo liso.
Big Chop: Corte onde remove-se toda a química e pontas lisas do cabelo; É a parte mais dolorida, porque mexe muito com nosso emocional (o apego à antiga aparência).
Fitagem: Processo de separar o cabelo como fitas e passar uma generosa quantidade de leave in para definir os cachos. Um dos mais utilizados para manter os cachos controlados e definidos.
Day after: Dia após lavar o cabelo, geralmente onde os cachos apresentam-se mais amassados e com frizz.
Revitalização: Geralmente é utilizado como ‘tag’ para day afters, dando dicas de como deixar o cabelo bonito, mesmo dias após lavar.
Plopping: Processo de enrolar o cabelo (com toalha de microfibra ou camiseta) como um burrito e deixar um certo tempo para definir os cachos. P.S.: Pessoalmente, é uma das minhas técnicas favoritas.
Umectação: Processo de hidratação feito com óleo 100% vegetal.
E por último e não menos importante os números confusos: 1A, 2A, 2B, 3A, 4B, etc.: Esses são os tipos de cachos, como ficaria muito difícil de explicar cada um em palavras, trouxe essa imagem para facilitar a vida da gente.

Cabelos de A à C

Existem muitos outros termos, mas estes são os básicos para um ‘Guia de sobrevivência de uma cacheada’. O próximo post falará sobre a transição e como texturizar o cabelo para ajudar neste período sombrio até o cabelo Beyoncé dos sonhos.

*Segundo pesquisa realizada pela revista ‘Corpo a Corpo’ 6 em cada 10 homens preferem cabelo liso.

Cacheadas, onduladas e crespas que quiserem contar sua história com seus enroladinhos, mandem um e-mail para luanna.duque@gmail.com com fotos de diferentes períodos capilares e um texto sobre o que vocês tem a dizer para quem ainda não veio para o lado cacheado da força.

SOBRE O AUTOR

Luanna Jales. Ex estudante de Moda da UDESC, atualmente estuda História na UFSC. Aluna do contra, foi para a Moda estudar história, e agora que estuda História adora discutir Moda. Sonha em ser cerimonialista, figurinista e professora, tudo ao mesmo tempo. Quer conhecer o mundo e ensinar a uma pessoa de cada vez que Moda não se define pelo o que vai se usar na próxima estação. Por fim, ama Charles Schulz com a mesma força com que Schoreder ama Bethoven.

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