Look do dia – Por que escrevo?

O fato é que escrevo porque estou presa nisso e livre para isso.

Escrever: uma arte? Um desafio?Às vezes, só para si mesmo. Catarse? Prática? Vontades, desejos? Um hábito comum?

“Não posso ensina los a escrever. Se alguém achar que pode está mentindo. Só posso escrever sobre o que me excita… Escreva tudo. Não se esqueça dos sentimentos. Levante uma bandeira e veja quem o venera.” Hank Moody – Californication

Um hobbie ou obrigação?

Talento ou habilidade?

Em minha opinião, a escrita é caracterizada pelo conjunto de todos os atos e vontades citados acima, cada qual tem seu propósito para com a ela. Sim, aprender a escrever é algo difícil, que nos exige muito mais do que estudo.

Por mais que venha uma ideia em mente, há uma grande dificuldade em colocá-la no papel. Comumente vemos, escutamos, ou sentimos algo que nos inspira. Recordamos, vivemos: isso é se inspirar, ou tecnicamente falando, é o processo criativo. E, finalmente, uma página em branco, mas nenhuma palavra sai. Nada. A gente se sente preso em algo que nos impede de escrever. Entramos em hiato, todos nós (escritoras(es)), lidamos com isso, tomo-me como exemplo.

Dias, semanas… meses depois! E, finalmente, aparece uma letra, então várias palavras: um texto!

Acredite: essa é a verdade! E, nessa hora, meu querido, não há nada que lhe impeça de vomitar todas as ideias e pensamentos que lhe sufocaram por tanto tempo, ou mesmo por pouco tempo. Um guardanapo em um bar, uma parede na qual se possa escrever, o bloco de notas do celular.

O próprio braço, um vidro embaçado ou sujo dos carros? Por que não? O que não fazemos com uma caneta e um papel, ou um teclado e um monitor que não podemos fazer com um graveto e um chão de areia??

Cômico, eu sei, mas é a pura realidade. Quando se nasce para as palavras, nada nesse mundo te impedirá de ser delas.

    “Mas eu não sei escrever!!”

“Escritor já nasce feito. Não há conselho que resolva isso.”
Bukowski

Acredito nisso, e penso que ninguém na realidade possui alguma fórmula. Tudo que nós, escritoras e escritores, fazemos é vomitar em forma de palavras o que pensamos, o que vivemos ou o que simplesmente temos em mente.

Não sabemos escrever. O que sabemos, e muito bem, é brincar com as palavras.

Assim como o velho Bukowski disse e eu não duvido nem um pouco: somos feitos disso. Não é necessária uma formação específica. Bebidas e drogas são apenas catalisadores (desnecessários) deste incrível e delicioso ato.

Deixo-vos , caros leitores, o que a mim também é útil. O fato é que para escrever somente algumas muitas coisas são necessárias, dentre elas ouso destacar as mentes abertas, uma visão para o mundo, que enxerga além do que os olhos podem ver. Em algumas situações, um coração sensato, ou não. E, obviamente, força de vontade.

SOBRE O AUTOR

"E aqueles que estavam dançando, foram julgados insanos, por aqueles que não podiam escutar a música." Kadercista e nietzschiana por opção, artista e escritora por amor.